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Dicas de emagrecimento pós-parto

  • fevereiro 1, 2026
  • Emagrecimento saudável
Emagrecimento saudável pós-parto

Dicas de emagrecimento pós-parto

Emagrecer no pós-parto pode ser uma jornada desafiadora, porém recompensadora. O período após a gestação envolve mudanças profundas no corpo e na mente da mulher, exigindo compreensão, paciência e cuidados especiais. É comum que muitas mães se preocupem em voltar ao peso de antes da gravidez, mas é importante lembrar que cada corpo tem seu tempo e suas necessidades. Antes de tudo, o foco deve estar na saúde e no bem-estar da mãe e do bebê, e não apenas na balança.

Compreendendo o processo de emagrecimento pós-parto

O pós-parto é uma fase de intensas transformações físicas. Logo após o nascimento do bebê, o corpo inicia um processo gradual de recuperação que pode levar semanas ou meses para se completar. Durante a gestação, é natural ganhar peso – afinal, o corpo armazena reservas de energia para nutrir o bebê e se preparar para a amamentação. Assim, após o parto, é normal permanecer com alguns quilos a mais. Estudos indicam que, em média, mulheres retêm cerca de 5,5 kg seis meses após o parto, e aproximadamente 25% das mulheres mantêm mais de 9 kg do peso ganho durante a gravidez. Ou seja, a maioria das mães passa por isso, e não há motivo para se sentir sozinha nessa questão.

No entanto, compreender esse processo ajuda a estabelecer expectativas realistas. O corpo levou nove meses para chegar ao estado atual, então é natural que não volte instantaneamente ao que era antes. Nos primeiros 40 dias (conhecidos como puerpério imediato), o organismo trabalha para retornar a várias funções fisiológicas ao normal. Esse é um período de recuperação em que o útero diminui de tamanho, ocorre a eliminação do excesso de líquidos retidos e há ajustes hormonais significativos. Portanto, tentar apressar o emagrecimento logo nas primeiras semanas pode ser frustrante e até arriscado.

É fundamental ter paciência e focar inicialmente na recuperação e na criação de hábitos saudáveis gradualmente. Forçar uma perda de peso muito rápida logo após a gravidez pode comprometer a saúde da mãe e até mesmo interferir na produção de leite materno. Cada mulher tem um ritmo de emagrecimento diferente no pós-parto, influenciado por fatores como a genética, o ganho de peso na gestação, o nível de atividade física, a presença ou não de complicações no parto, entre outros. Ao invés de se fixar em prazos curtos ou comparações, é mais produtivo enxergar o emagrecimento pós-parto como parte de um processo maior de recuperação do corpo, que inclui recuperar energia, equilíbrio hormonal e saúde em geral.

Mudanças hormonais e seu impacto no peso após a gravidez

Após a gestação, ocorre um verdadeiro turbilhão hormonal. Durante nove meses, hormônios como estrogênio e progesterona estiveram em níveis elevadíssimos para sustentar a gravidez. Assim que a placenta é expelida no parto, há uma queda brusca desses hormônios. Essa mudança abrupta pode influenciar tanto o humor (podendo contribuir para o conhecido “baby blues” ou mesmo depressão pós-parto em alguns casos) quanto o metabolismo. Com níveis menores de estrogênio, por exemplo, o corpo pode reter mais líquido temporariamente ou apresentar variações no apetite.

Outro hormônio protagonista do pós-parto é a prolactina, responsável pela produção de leite materno. A prolactina fica elevada em mulheres que estão amamentando, e isso tem efeitos no organismo. Por um lado, a amamentação em si aumenta o gasto calórico – produzir leite consome cerca de 500 a 700 calorias por dia, ajudando a mobilizar as reservas de gordura acumuladas durante a gestação. Por outro lado, altos níveis de prolactina podem aumentar a sensação de fome e, para algumas mulheres, o corpo parece reter gordura como forma de assegurar reservas energéticas para a produção de leite. Isso explica porque nem toda mãe que amamenta emagrece automaticamente nos primeiros meses: cada corpo reage de forma particular ao coquetel hormonal do puerpério.

O pós-parto pode influenciar a tireoide. Algumas mulheres desenvolvem uma condição conhecida como tireoidite pós-parto, que pode passar por fases de hipertireoidismo seguido de hipotireoidismo temporário. Alterações na função tireoidiana podem afetar o peso – uma tireoide menos ativa (hipotireoidismo) tende a desacelerar o metabolismo e dificultar a perda de peso, causando também sintomas de cansaço excessivo. Por isso, se a mãe sentir fadiga extrema, queda de cabelo acentuada ou dificuldade muito grande de emagrecer mesmo meses após o parto, vale conversar com um médico para investigar a saúde hormonal, incluindo a tireoide.

O cortisol, hormônio do estresse, também merece menção. A rotina intensa de cuidar de um recém-nascido, aliada a noites mal dormidas, pode elevar os níveis de cortisol no organismo. O cortisol alto de forma crônica está associado ao acúmulo de gordura abdominal e à maior sensação de fome ou vontade de comer alimentos calóricos. Assim, gerir o estresse e buscar formas de relaxar quando possível também ajuda a equilibrar os hormônios e facilitar o emagrecimento.

Em resumo, as mudanças hormonais do pós-parto afetam diretamente o processo de perda de peso. É necessário respeitar o tempo do corpo para que os hormônios voltem gradualmente ao equilíbrio. Enquanto isso não acontece, pode ser um pouco mais difícil emagrecer, mas isso é temporário. Com alguns meses, a tendência é que o corpo se ajuste – especialmente com hábitos saudáveis – e o emagrecimento se torne mais perceptível. Caso haja suspeita de algum desequilíbrio específico (como problemas na tireoide ou outros distúrbios endócrinos), buscar a orientação de um endocrinologista é importante para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Aspectos emocionais e psicológicos no pós-parto

O bem-estar emocional da mãe é um pilar crucial durante o pós-parto e pode influenciar indiretamente sua capacidade de perder peso. A chegada de um bebê traz muita felicidade, mas também desafios emocionais. Alterações de humor são comuns devido às flutuações hormonais e ao estresse de cuidar de um recém-nascido. É nesse período que podem surgir sentimentos de insegurança em relação ao corpo, ansiedade sobre dar conta de todas as responsabilidades e até tristeza sem motivo aparente. Cerca de 70–80% das mulheres experimentam, nos primeiros dias após o parto, o chamado baby blues – uma melancolia passageira. Em casos menos comuns, essa melancolia pode evoluir para uma depressão pós-parto, que requer atenção médica especializada.

Dicas de emagrecimento pós-parto

Esses aspectos emocionais importam no contexto do emagrecimento porque a motivação e o estado mental influenciam os hábitos diários. Sentir-se sobrecarregada ou desanimada pode levar, por exemplo, à falta de energia para se exercitar ou ao consumo de alimentos menos saudáveis como forma de compensar o estresse (a chamada “comida por conforto”). A pressão social para que a mulher “recupere o corpo” rapidamente pode afetar a autoestima. Fotos de celebridades ou influenciadoras que aparentemente voltaram à forma dias após dar à luz não representam a realidade da maioria e podem gerar comparações injustas. Evitar comparações é essencial para manter a saúde mental: lembre-se de que cada experiência pós-parto é única, com contextos e corpos diferentes.

Para cuidar do lado psicológico durante essa fase, algumas estratégias são úteis. Buscar apoio é fundamental – seja do parceiro, familiares, amigos ou mesmo de grupos de mães que estão passando pelas mesmas situações. Conversar sobre as dificuldades alivia a tensão e frequentemente revela que muitas mulheres compartilham sentimentos semelhantes. Reservar alguns momentos de autocuidado também ajuda: pequenas ações como tomar um banho relaxante, dar uma breve caminhada ao ar livre ou praticar uma técnica de respiração podem melhorar o humor e renovar as energias.

Se a mãe identificar sinais persistentes de depressão ou ansiedade intensa, não hesite em procurar ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra. Cuidar da saúde mental não é frescura – é parte integrante do cuidado pós-parto. Estando emocionalmente equilibrada, a mãe tende a ter mais disposição para se engajar em hábitos saudáveis, tornando o processo de emagrecimento mais leve e sustentável. Lembre-se: saúde física e mental andam juntas, especialmente na maternidade.

Alimentação equilibrada para mães no pós-parto

A alimentação desempenha talvez o papel mais importante no emagrecimento pós-parto saudável. Depois de dar à luz, o corpo precisa repor nutrientes, se recuperar do esforço do parto e, possivelmente, produzir leite para amamentar. Portanto, dietas da moda muito restritivas estão totalmente fora de questão. Reduzir drasticamente calorias ou cortar grupos alimentares inteiros pode até resultar em perda de peso rápida, mas isso tem um alto custo: deficiências nutricionais, queda na imunidade, mais cansaço e até risco de comprometer a qualidade e quantidade do leite materno. Natalia Carrega, nutricionista especialista em pós-parto, ressalta que comer bem é mais importante do que comer pouco. Ou seja, o segredo não é passar fome, mas sim escolher os alimentos certos.

Uma alimentação equilibrada no pós-parto deve priorizar a qualidade sobre a quantidade de calorias. Em vez de pensar apenas em cortar calorias, pense em incluir nutrientes. Foque em refeições ricas em proteínas magras (como carnes magras, frango, peixe, ovos ou fontes vegetais como feijão, lentilha, grão-de-bico), pois proteínas dão saciedade e ajudam na manutenção da massa magra, que é importante para o metabolismo. Inclua também bastante verduras, legumes e frutas, que fornecem vitaminas, minerais e fibras. As fibras, em especial, auxiliam no bom funcionamento do intestino – que pode ficar preguiçoso no pós-parto – e prolongam a saciedade. Carboidratos complexos como arroz integral, aveia, pão integral ou batata-doce devem estar presentes para garantir energia de forma sustentável, já que a nova rotina exige muita energia (sobretudo se a mãe estiver amamentando). Prefira esses carboidratos ricos em fibras e evite exagerar em açúcar e farinha branca, que fornecem energia rápida mas pouco valor nutricional.

Outra dica importante é não pular refeições. Mesmo com a rotina atribulada com o bebê, tente fazer pelo menos três refeições principais equilibradas ao dia (café da manhã, almoço e jantar) e pequenos lanches saudáveis nos intervalos, se sentir fome. Ficar muitas horas sem comer pode aumentar a fome e levar a exageros na próxima refeição, ou a beliscar alimentos pouco nutritivos ao longo do dia. Se a falta de tempo é um problema, planeje refeições simples e práticas. Por exemplo: um omelete com vegetais ou uma tapioca recheada com queijo magro e sementes são preparações rápidas e nutritivas. Iogurte natural com frutas picadas e aveia é outro lanche rápido e rico em proteínas e cálcio. Deixe opções saudáveis à mão – frutas lavadas e cortadas na geladeira, mix de castanhas porcionado – para facilitar escolhas boas quando a fome apertar.

Manter-se hidratada também faz parte de uma alimentação equilibrada. A produção de leite aumenta a necessidade de líquidos, e mesmo quem não amamenta precisa de água para o metabolismo funcionar bem. Uma hidratação adequada é essencial para manter a energia e o bom funcionamento do metabolismo, impactando diretamente na disposição e no humor. Tenha sempre uma garrafinha de água por perto ao longo do dia como lembrete para beber água regularmente. Uma recomendação prática é tentar consumir cerca de 35 a 40 ml de água por quilo de peso corporal por dia – por exemplo, uma mãe de 70 kg precisaria em torno de 2,5 a 2,8 litros diários. Isso pode incluir água, chás sem cafeína e águas aromatizadas naturalmente.

Para facilitar, aqui estão alguns alimentos recomendados no pós-parto para emagrecer com saúde:

  • Legumes e verduras variados: ricos em vitaminas, minerais e fibras, ajudam na saciedade com poucas calorias.
  • Frutas frescas: fornecem nutrientes importantes e podem matar a vontade de doce; consuma em porções adequadas, preferindo a fruta inteira em vez de sucos (para aproveitar as fibras).
  • Proteínas magras: ovos, peixes, frango sem pele, cortes magros de carne vermelha, além de leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico) e tofu. Esses alimentos contribuem para a reconstrução dos tecidos e manutenção muscular, fundamentais após a gestação.
  • Oleaginosas e sementes: castanhas, nozes, amêndoas, chia, linhaça, em pequenas porções, oferecem gorduras boas e ajudam no funcionamento hormonal e na saciedade.
  • Grãos integrais e alimentos ricos em fibra: arroz integral, quinoa, aveia, pão integral, batata-doce, entre outros, garantem energia de qualidade e auxiliam no trânsito intestinal.

Ao seguir uma dieta balanceada com esses grupos alimentares, o emagrecimento ocorrerá de forma natural e segura, sem medidas extremas. Lembre-se de que a prioridade é nutrir o corpo que passou por tantas mudanças – uma mãe bem nutrida se sente mais disposta, recupera-se melhor do parto e cuida com mais facilidade do bebê. Se houver dúvidas sobre como montar um cardápio adequado, vale a pena consultar um nutricionista ou médico nutrólogo para um plano personalizado. O importante é adotar hábitos sustentáveis, que possam ser mantidos no dia a dia, em vez de soluções milagrosas de curto prazo.

Amamentação e emagrecimento: mitos e verdades

Muito se fala sobre amamentar e emagrecer – há quem diga que “amamentar faz perder todos os quilos da gravidez”. De fato, a amamentação pode ser uma grande aliada na perda de peso, mas não é uma garantia nem acontece de forma igual para todas. Vamos entender por quê. Quando a mãe amamenta exclusivamente, seu corpo gasta por volta de 500 a 700 calorias extras por dia na produção de leite. Isso significa que, teoricamente, apenas o ato de amamentar poderia ajudar a queimar as reservas de gordura acumuladas, favorecendo o emagrecimento. Durante a gestação o corpo armazenou gordura justamente para ter energia durante a lactação, então amamentar ajuda a mobilizar essas reservas.

Entretanto, na prática, muitas mulheres percebem que amamentar por si só não faz os quilos sumirem automaticamente. Um dos motivos é que a amamentação também aumenta o apetite – é comum sentir mais fome e sede enquanto amamenta, já que o corpo pede reposição de líquidos e nutrientes perdidos no leite. Se essa fome for saciada com alimentos muito calóricos ou não saudáveis, o déficit calórico gerado pela amamentação pode ser anulado. Ou seja, amamentar e ao mesmo tempo não ter uma dieta balanceada pode não resultar em perda de peso. Por isso, a chave aqui é manter a qualidade da dieta durante a amamentação, priorizando alimentos nutritivos em vez de “calorias vazias”. Estudos ressaltam que a perda de peso saudável ocorre quando há equilíbrio entre a energia que sai (pela amamentação e atividade física) e a energia que entra (pela alimentação).

Outro ponto importante: cada organismo responde de um jeito. Algumas mães emagrecem muito rápido amamentando, enquanto outras notam a perda de peso apenas depois que o bebê diminui as mamadas ou desmamam. Isso pode estar ligado a fatores hormonais (como discutimos, níveis altos de prolactina podem levar o corpo a segurar um pouco de gordura) e também genéticos. Portanto, não se cobre exageradamente se você não “secou” só porque está amamentando – isso não significa que esteja fazendo algo errado. O mais importante é que, se você optou por amamentar, mantenha uma ingestão adequada de calorias e nutrientes para garantir um leite materno de boa qualidade e sua própria saúde. A recomendação dos especialistas é não fazer dietas muito restritivas enquanto amamenta, pois isso pode reduzir a produção de leite e deixar você sem energia. Na verdade, amamentar exige um consumo calórico um pouco maior; muitas mulheres que amamentam precisam de pelo menos 1800 a 2200 kcal por dia, dependendo do caso, exatamente para suprir essa demanda extra de energia sem esgotar o organismo.

Em suma, é possível emagrecer amamentando, sim, mas de forma gradativa e balanceada. Use a amamentação a seu favor: deixe queimar calorias, mas reponha-se com alimentos saudáveis. Beba bastante água, pois a hidratação também é fundamental na produção de leite. E tenha paciência com seu corpo – ele está desempenhando o importante papel de nutrir seu filho. Conforme o bebê crescer e outras formas de alimentação forem introduzidas, você poderá ajustar a dieta e os exercícios para acelerar um pouco a perda de peso, se necessário. Até lá, celebre as pequenas conquistas: roupas que voltam a servir aos poucos, mais energia no dia a dia e, principalmente, o fato de você estar cuidando de você e do seu bebê da melhor forma possível.

Atividade física segura no pós-parto

Aliada à dieta, a atividade física é um componente valioso para o emagrecimento pós-parto – e para a saúde em geral. Mas é preciso ter cautela: o corpo da mulher passou por alterações significativas e possivelmente um parto cesáreo ou normal que exige recuperação. Por isso, nada de sair correndo para a academia logo após chegar da maternidade! Os médicos recomendam esperar aproximadamente 6 semanas após um parto normal (ou 8 semanas no caso de cesárea) para retomar exercícios mais vigorosos, e sempre com a liberação do obstetra. Em alguns casos, atividades bem leves, como caminhadas curtas ou exercícios de respiração e alongamento, podem ser iniciadas por volta de 15 dias pós-parto normal – mas novamente, isso varia e deve ser autorizado pelo médico.

No começo, foque em exercícios de baixa intensidade e que não sobrecarregue o assoalho pélvico ou a região abdominal em recuperação. Boas opções iniciais incluem: caminhadas leves (mesmo que seja dar voltas curtas no quarteirão com o bebê no carrinho), exercícios de Kegel para fortalecer o assoalho pélvico (contrações do períneo que ajudam a recuperar o tônus muscular nessa área), alongamentos suaves para aliviar tensões musculares e melhorar a postura, e eventualmente exercícios de fortalecimento dos braços e pernas com peso do próprio corpo. Algumas academias e estúdios oferecem aulas de yoga ou pilates pós-parto, focando em respiração, alongamento e fortalecimento gradual do core, o que pode ser interessante e seguro. Lembre-se de evitar exercícios abdominais tradicionais se você tiver diástase abdominal (separação dos músculos retos abdominais, comum após a gravidez); nesse caso, há exercícios específicos de fisioterapia para fechar a diástase antes de retornar aos abdominais convencionais.

Conforme for se sentindo mais forte e tiver autorização médica, você pode aumentar gradualmente a intensidade. Introduza trotes leves ou exercícios aeróbicos moderados, exercícios localizados ou funcional leve, sempre observando como seu corpo reage. Qualquer sinal de dor incomum, desconforto na região do períneo/abdômen ou sangramento vaginal requer que você interrompa a atividade e procure orientação médica. Respeite seus limites – ouça seu corpo. O objetivo nos primeiros meses não é bater recordes de desempenho, mas sim readquirir condicionamento aos poucos, melhorar a disposição e auxiliar no déficit calórico de maneira segura.

A atividade física traz inúmeros benefícios no pós-parto: ajuda a queimar calorias, tonificar os músculos que podem estar enfraquecidos (abdômen, costas, assoalho pélvico), reduzir a sensação de flacidez na barriga, melhorar o humor e reduzir sintomas de ansiedade ou depressão, graças à liberação de endorfinas. Muitas mães relatam que se sentem mais elas mesmas quando voltam a praticar alguma atividade, por menor que seja, pois é um momento dedicado a cuidar do próprio corpo. Se possível, envolva o bebê em algumas atividades – por exemplo, há exercícios que você pode fazer em casa usando seu bebê (com cuidado) como parte do peso, ou simplesmente dance e mova-se com ele ao som de música, tornando a experiência prazerosa para ambos.

Outro ponto importante é ajustar as expectativas: no pós-parto imediato, exercícios não devem queimar muitas calorias a qualquer custo, especialmente se você estiver amamentando. Exercícios leves a moderados, de 30 minutos por dia, já são suficientes e não atrapalham a produção de leite. Pelo contrário, podem até melhorar a qualidade do sono e o bem-estar geral, o que indiretamente beneficia a amamentação. Conforme seu bebê cresce e sua rotina se ajusta, você pode então planejar treinos mais estruturados se desejar – mas até lá, persistência e consistência valem mais do que intensidade. Fazer um pouco de exercício regularmente traz melhores resultados do que fazer muito de vez em quando. Encontre atividades que goste e se encaixem na sua vida de mãe: pode ser uma caminhada no parque empurrando o carrinho, exercícios em casa enquanto o bebê cochila, ou aulas coletivas com outras mães (muitas cidades têm grupos de “mães fitness” que se reúnem para treinar com os bebês presentes, por exemplo). O mais importante é se movimentar dentro do possível e tornar isso um hábito saudável e prazeroso.

Sono, descanso e autocuidado na fase pós-parto

Quem já passou pelo pós-parto sabe: dormir vira artigo de luxo nos primeiros meses do bebê. Recém-nascidos costumam acordar a cada 2-3 horas (ou menos) para mamar, e mesmo conforme crescem, podem manter um padrão de sono irregular. A privação de sono não afeta apenas o humor e a cognição, mas também pode influenciar o peso. Dormir pouco e mal bagunça hormônios relacionados ao apetite – o corpo produz mais grelina (hormônio que estimula a fome) e menos leptina (hormônio da saciedade), levando a mãe cansada a sentir mais fome e desejo por carboidratos e açúcares como forma de obter energia rápida. A fadiga extrema torna muito mais difícil ter ânimo para se exercitar ou cozinhar refeições saudáveis, por exemplo. Ou seja, a falta de sono pode sim ser um dos fatores que dificultam o emagrecimento no pós-parto.

Embora seja desafiador, é importante a mãe tentar descansar sempre que possível. Aqui valem aqueles conselhos clássicos, como “durma quando o bebê dormir”. Muitas mães aproveitam o soninho do bebê para adiantar tarefas da casa, mas sempre que der, escolha tirar um cochilo ao invés de passar roupa ou lavar louça – sua saúde agradece! Delegar tarefas domésticas e aceitar ajuda de familiares e amigos também é fundamental. Se alguém se oferecer para cuidar do bebê por uma hora, aproveite esse tempo para você: dormir, tomar um banho prolongado, ler um livro, o que sentir falta. Esse apoio da rede de contatos é precioso para que a mãe consiga se recuperar.

O autocuidado também engloba pequenas práticas que reduzem o estresse e ajudam a mente e o corpo a se reequilibrarem. Técnicas de relaxamento como meditação guiada, respiração profunda ou mesmo alguns minutos de silêncio podem ser feitas enquanto o bebê cochila, por exemplo. Um banho morno antes de dormir (quando possível) ajuda a sinalizar ao corpo que é hora de relaxar. Se a ansiedade estiver alta, chás calmantes como camomila ou erva-cidreira (lembrando de confirmar se são seguros na amamentação) podem ser benéficos à noite.

Organizar uma rotina também pode aliviar a exaustão: tente estabelecer horários aproximados para as atividades do bebê (banho, sonecas, passeios) e para as suas refeições. Uma rotina previsível, ainda que flexível, reduz a sensação de caos e pode gradualmente melhorar o sono de todos. Com o tempo, muitos bebês passam a dormir por períodos mais longos à noite, e a qualidade do sono da mãe também melhora – então tenha esperança de que essa fase mais cansativa é temporária.

Cuidar de um bebê demanda muito da mãe, mas não se descuide. 

Lembre-se: para cuidar bem do seu filho, você precisa estar bem também. Portanto, não sinta culpa em reservar momentos para descansar e se recuperar. Um corpo descansado equilibra melhor os hormônios do apetite, tem mais energia para se mover e escolher alimentos saudáveis, e no fim das contas, emagrece com mais facilidade do que um corpo exausto e estressado. Em resumo, priorizar sono e descanso na medida do possível não é perda de tempo – é parte do seu planejamento de perda de peso e recuperação pós-parto.

Acompanhamento profissional e apoio especializado

Cada mulher vivencia o pós-parto de forma diferente. Enquanto algumas conseguem retomar o peso com ajustes simples na rotina, outras podem enfrentar obstáculos adicionais – seja um metabolismo mais lento, um desequilíbrio hormonal (como hipotireoidismo pós-parto), ou mesmo dificuldade em organizar a alimentação no meio do turbilhão de cuidados com o bebê. Nesses casos, buscar acompanhamento profissional pode fazer toda a diferença. Contar com médicos e especialistas traz segurança e estratégias personalizadas para o seu emagrecimento.

Um endocrinologista pode avaliar sua saúde hormonal, verificando por exemplo se a tireoide está funcionando adequadamente ou se há alguma outra condição impedindo a perda de peso. Já um nutrólogo ou nutricionista especializado em saúde da mulher poderá elaborar um plano alimentar que se encaixe na sua rotina, garantindo nutrientes essenciais e calorias adequadas para você emagrecer sem riscos. O importante é ter uma abordagem individualizada: o que funciona para uma mãe pode não funcionar para outra, e profissionais qualificados saberão ajustar as recomendações à sua realidade.

Na Sensce Clinic SPA, você encontra o apoio de uma equipe dedicada a isso. A Sensce Clinic SPA é uma clínica de nutrologia e endocrinologia especializada em tratamentos voltados para o emagrecimento, localizada em Brasília, DF. Com expertise em saúde da mulher e emagrecimento saudável, a clínica oferece um acompanhamento completo para mães no pós-parto que desejam perder peso com segurança. Os profissionais entendem os desafios hormonais e metabólicos desse período e montam planos que englobam alimentação, suplementação quando necessária, orientações de atividade física e monitoramento constante dos progressos. Todo o processo é feito respeitando seu tempo e suas particularidades, sem fórmulas milagrosas, mas com ciência e empatia.

Contar com especialistas significa ter orientação segura em cada etapa: você terá alguém para ajustar suas calorias caso esteja amamentando, para verificar se aquela fadiga excessiva não é algo além do cansaço normal, para acompanhar seus resultados e mantê-la motivada. Ter consultas de retorno cria um compromisso consigo mesma, ajudando a manter o foco no objetivo de forma saudável.

Lembre-se de que investir na sua saúde é o melhor presente que você pode dar a si mesma e ao seu bebê. Se você está em Brasília ou região e busca ajuda profissional para emagrecer no pós-parto, a equipe da Sensce Clinic SPA está pronta para te auxiliar. Agende sua consulta e dê o próximo passo na sua jornada de emagrecimento com acompanhamento especializado. Você merece esse cuidado e, com o apoio certo, alcançar seus objetivos será não apenas possível, mas também mais tranquilo e seguro.

As dicas de emagrecimento pós-parto giram em torno de equilíbrio, paciência e saúde. Cuide da alimentação, mexa o corpo dentro do que for permitido, zele pelo seu descanso e saúde mental – e não hesite em buscar ajuda quando precisar.

Cada quilo perdido no pós-parto representa mais energia e bem-estar para você aproveitar essa fase tão especial da maternidade. Com informação, apoio e amor-próprio, você pode recuperar seu corpo gradualmente, no seu tempo, celebrando não apenas a perda de peso, mas a conquista de uma vida mais saudável para você e sua família.

Se você está pronta para dar esse passo com responsabilidade, conte comigo.

Dra. Priscilla Proença

  • Fundadora da Sensce ClinicSPA
  • Criadora do Método Integral Health
  • Pós Graduada em Nutrologia
  • Pós Graduada em Endocrinologia
  • Pós graduanda em Saúde Mental Integrativa
  • Extensão em Medicina do Estilo de Vida pela Universidade de Harvard – EUA
  • Extensão em Obesidade pela universidade de Columbia – EUA

Boa jornada!

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Dra. Priscilla Proença em Sensce Clinica & SPA
Sou médica, pós graduada em Nutrologia pela ABRAN- Associação Brasileira de Nutrologia, pós graduada em Endocrinologia & Metabologia pelo IPEMED, extensão em Diabetes e Distúrbios da Tireóide pela HARVARD Medical School (Boston - EUA), extensão em Medicina do Estilo de Vida pela HARVARD Medical School (Boston - EUA), extensão em Medicina da Obesidade pela Universidade de COLÚMBIA (Nova York - EUA), membro da European Lifestyle Medicine Organization e trabalho há 10 anos com SAÚDE INTEGRATIVA, HORMONOLOGIA, EMAGRECIMENTO E QUALIDADE DE VIDA.
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