Por que você não consegue emagrecer mesmo fazendo tudo Certo?

Por que você não consegue emagrecer mesmo fazendo tudo Certo

Por que você não consegue emagrecer mesmo fazendo tudo? A medicina integrativa pode te ajudar a entender. 

Por Dra. Priscilla Proença

Se você sente que está fazendo tudo e mesmo assim não consegue emagrecer… eu quero começar te dizendo algo importante: o problema provavelmente não é você.

Você se alimenta melhor, tenta se exercitar, busca se cuidar, mas não perde peso como gostaria. Ou, se perde, volta a ganhar depois de um tempo. 

Essa é uma das maiores frustrações que vejo no consultório. Pessoas comprometidas, que tentam, se esforçam e seguem dietas, mas não conseguem resultados consistentes.

E com o tempo, isso gera: culpa, desânimo, sensação de fracasso e até mesmo perda de confiança no próprio corpo. 

Mas a verdade é que emagrecimento não é uma equação simples.

E, na maioria das vezes, o corpo não está resistindo por acaso. Ele está respondendo a algo.

Emagrecer não é só sobre comer menos

Durante muitos anos, o emagrecimento foi tratado como uma questão de disciplina: “basta comer menos e se exercitar mais.”

Mas hoje a ciência já mostra que isso é uma visão extremamente limitada.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obesidade é uma doença crônica, multifatorial e complexa.

Ou seja, ela envolve:

  • hormônios
  • metabolismo
  • comportamento
  • emoções
  • sono
  • ambiente

E quando você tenta resolver um problema multifatorial com uma única estratégia, o resultado tende a ser insuficiente. E isso gera frustração.

O que pode estar impedindo você de emagrecer?

Na prática clínica, existem alguns fatores que aparecem com muita frequência em pacientes que não conseguem emagrecer, mesmo tentando.

  1. Desequilíbrio hormonal

Os hormônios têm um papel central no controle do peso.

Quando estão desregulados, o corpo entra em um modo de “defesa”.

Alguns dos principais envolvidos:

  • resistência à insulina
  • alterações na tireoide
  • cortisol elevado
  • desequilíbrios de estrogênio e progesterona
  • queda de testosterona

Por exemplo: quando a insulina está alta, o corpo tende a armazenar gordura com mais facilidade.

  1. Estresse crônico

O estresse constante altera completamente o funcionamento do organismo.

Ele aumenta o cortisol, que:

  • estimula o apetite
  • aumenta a vontade por açúcar
  • favorece o acúmulo de gordura abdominal

Além disso, o estresse reduz a capacidade do corpo de queimar gordura.

  1. Sono inadequado

Dormir mal impacta diretamente o emagrecimento.

A privação de sono altera hormônios como:

  • grelina, que aumenta a fome
  • leptina, que reduz a saciedade

E os resultados são aumento da fome, menos controle alimentar e mais dificuldade de emagrecer

 

  1. Inflamação silenciosa

Como vimos em outro artigo que já escrevi anteriormente cujo título é “como a inflamação silenciosa afeta sua saúde”, a inflamação crônica é um dos principais bloqueios metabólicos.

A inflamação do seu corpo desacelera o metabolismo, dificulta a queima de gordura, aumenta a retenção de líquidos, altera o funcionamento hormonal. 

E muitas vezes essa inflamação silenciosa passa despercebida.

 

  1. Histórico de dietas restritivas

Esse é um ponto muito importante.

Se você já fez muitas dietas ao longo da vida, seu corpo pode ter aprendido a economizar energia. Isso é um mecanismo de defesa.

O organismo entende que há escassez e passa a:

  • gastar menos energia
  • armazenar mais gordura
  • dificultar o emagrecimento

Por isso, muitas pessoas entram no efeito sanfona.

 

  1. Relação emocional com a comida

Esse é um dos fatores mais negligenciados.

Comer não é apenas uma necessidade fisiológica. É também emocional.

Ansiedade, estresse, tristeza, frustração… tudo isso pode levar a um comportamento alimentar desregulado.

E aqui entra um ponto importante: muitas vezes não é falta de controle; é falta de estratégia para lidar com emoções

 

  1. Corpo em modo de sobrevivência

Quando o corpo está sob estresse, privação ou excesso de restrição, ele entra em modo de sobrevivência.

E nesse estado, sobreviver é prioridade (e não emagrecer).

Isso explica por que, muitas vezes, quanto mais você tenta forçar o emagrecimento, mais difícil ele se torna.

Quando você acha que está fazendo tudo certo

Essa é uma frase que escuto muito: “Dra Priscilla, mas eu estou fazendo tudo certo”

E, na maioria das vezes, a pessoa realmente está fazendo o melhor que consegue.

O problema não está no esforço. Está no direcionamento.

Porque, sem entender o que está por trás do seu metabolismo, você pode estar ignorando fatores emocionais, menosprezando o excesso de stress, restringindo demais sua alimentação, treinando de forma inadequada, negligenciando o sono e, de um modo geral, sobrecarregando o seu corpo, sua mente e o seu comportamento. 

O olhar da medicina integrativa

Na medicina integrativa, o emagrecimento não é tratado como uma meta isolada. Ele é consequência de equilíbrio.

A pergunta deixa de ser: “o que você precisa fazer para emagrecer? e passa a ser: “o que está impedindo seu corpo de emagrecer?”

Essa mudança abordagem diferente muda completamente o tratamento.

 

Medicina integrativa e psicossomática: onde tudo se conecta

Dentro da medicina integrativa, a medicina psicossomática tem um papel central.

Ela nos ajuda a entender que o corpo guarda histórias , reage às emoções e expressa, de diferentes maneiras, o que não foi elaborado. 

Na minha prática na Sensce ClinisSPA, isso é muito recorrente. Pacientes com dificuldade de emagrecer mesmo com dieta escondem causas que, quando investigada a fundo, estão relacionadas a estresse crônico, traumas não elaborados, padrões emocionais repetitivos ou sobrecarga mental. 

E quando tratamos isso, o corpo responde.

 

O Método Integral Health no tratamento para emagrecimento 

O Método Integral Health integra evidências da Nutrologia, Endocrinologia, Neurociência, Medicina Corpo&Mente e Medicina do Estilo de Vida. 

Por isso, o tratamento de pacientes que desejam emagrecer é realizado de forma completa, a partir de três pilares:

  1. Corpo: Avaliação clínica, exames, metabolismo, hormônios, inflamação, composição corporal.
  2. Mente: Aspectos emocionais, padrões de comportamento, estresse, histórico de vida.
  3. Comportamento: Rotina, alimentação, sono, movimento, escolhas diárias.

E mais do que isso: eu desenvolvi o Mapa da Saúde Integral, que é uma jornada diagnóstica que nos permite identificar com clareza como o paciente está, o que está desregulado, quais são os principais bloqueios e, sobretudo, qual caminho precisa ser seguido. 

No tratamento do emagrecimento, isso significa:

  • avaliar hormônios
  • investigar inflamação
  • entender o comportamento alimentar
  • analisar o sono
  • avaliar o nível de estresse
  • ajustar a rotina de forma personalizada

O que muda quando o corpo entra em equilíbrio?

Quando o corpo está equilibrado, o emagrecimento deixa de ser uma luta e tende a ser uma consequência.

Os pacientes relatam menos fome, menos compulsão, mais energia, menos efeito sanfona, mais leveza e emagrecimento mais natural

Porque o corpo volta a funcionar como deveria.

 

Emagrecer não precisa ser sofrimento

Essa é uma crença muito comum: “emagrecer é difícil”

Mas, na verdade, o que torna essa missão ainda mais difícil é tentar emagrecer sem entender o próprio corpo.

Quando você entende o que está acontecendo, o processo se torna mais leve, mais estratégico e mais sustentável. E o melhor de tudo é que estaremos juntos nessa jornada. 

 

Conclusão

Se você sente que está fazendo tudo certo e não consegue emagrecer, talvez esteja na hora de mudar a pergunta. Não é sobre “o que está faltando eu fazer?”. É sobre “o que está impedindo meu corpo de responder?”

O caminho para o emagrecimento não é apenas fazer dieta. Vamos juntos nessa jornada de melhorar o seu estilo de vida, suas escolhas e o seu estado interno.

E quando você trata isso de forma integrada, o corpo responde.

Dra Priscilla Proença

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